Educação, TICs e Investimento
comentado por Adriana Machado em julho 2, 2009
Com a ampliação do debate sobre os possíveis benefícios do uso de tecnologia da informação e comunicação (TIC) na educação, torna-se essencial discutir também a melhor forma de se promover esse tipo de investimento, seja ele público ou privado, para que haja, de fato, melhora na qualidade da educação.
Não conhecer as demandas reais, duplicar o investimento realizando as mesmas ações que outras organizações, pautar a discussão apenas no investimento em si e deixar de lado os resultados que serão alcançados são exemplos de obstáculos existentes.
Esses e outros obstáculos foram identificados no 2º Workshop de Alinhamento do Investimento Social Privado em Educação promovido em 26 de junho pelo Todos Pela Educação, o GIFE - Grupo de Institutos, Fundações e Empresas e o Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa.
Quanto às soluções, foi sugerido:
Basear a negociação em informação o Organizar projetos e ações com base em informações reais o Conhecer as ações que já estão sendo realizadas
Reduzir a duplicidade de ações o Ter foco em interesses comuns o Criar projetos que visem não só os interesses próprios, mas os interesses comuns, interesses de todos os envolvidos o Criar áreas e prioridades comuns para o investimento
Promover um alinhamento comportamental o Levar em consideração as diferentes visões o Tentar conduzir a negociação com base nos pontos convergentes o Buscar consensos, envolvendo todos os atores na discussão
Envolver toda a sociedade, em especial pais, alunos e escolas Clique nos links abaixo e faça o download do conteúdo do evento:
Conteúdo da dinâmica “O papel de cada ator: obstáculos e soluções”
Resultados da dinâmica “O papel de cada ator: obstáculos e soluções”
Apresentação Ana Lima: Mini Censo - GIFE
Apresentação Maria do Pilar Lacerda: O PAR e a qualidade da Educação
Outro marco relevante ocorrido na mesma semana, diz respeito ao investimento público em Educação. Em 1 de julho a Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação aprovou de uma moção pedindo urgência na aprovação da Proposta de Emenda Constucional (PEC) 277/2008, que propõe o fim gradativo da DRU - Desvinculação dos Recursos da União - para a Educação e a ampliação da obrigatoriedade do ensino para crianças e jovens de 4 a 17 anos. A DRU foi criada em 1994 e permite que até 20% da arrecadação dos impostos e contribuições possa ser desvencilhada das vinculações obrigatórias. Com este dispositivo, a União, que segundo a constituição deve investir 18% dos impostos em Educação, pode destinar até 1/5 destes recursos para outras áreas.
Segundo o Todos pela Educação, A PEC é importante para assegurar que o País possa alcançar em especial 2 metas propostas pelo movimento: a Meta 1 - toda criança e jovem de 4 a 17 na escola e a Meta 5 - investimento em Educação ampliado e bem gerido. Ainda Segundo o Todos pela Educação, o investimento público direto em Educação Básica deveria chegar a 5% do PIB até 2010, mantendo-se no mínimo neste patamar até 2022.
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