comentado por Fabio Tagnin em março 23, 2009
Que o brasileiro passa mais tempo conectado à internet que os outros cidadãos do mundo a gente já sabia. Mas que nossas crianças passam mais tempo online que as crianças do resto do mundo, sem que os pais brasileiros tenham essa percepção, isso é novidade. Mas a boa notícia parece ser que a maioria dos adultos e crianças acredita que a leitura online para as crianças é tão válida quanto a leitura de um livro. Pelo menos é o que indica uma pesquisa online realizada pela Symantec em 12 países (Alemanha, Austrália , Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, França, India, Itália, Japão, Reino Unido e Suécia). Publicada na semana passada, ela engloba os resultados coletados de outubro a dezembro de 2008, em questionários online preenchidos por 9 mil pessoas, entre adultos e crianças de 8 a 17 anos.
Entre os entrevistados, as crianças brasileiras são mesmo as que mais tempo passam online (70 horas por mês), apesar de seus pais acreditarem que essas horas sejam apenas 56. Apesar dessa diferença de percepção, os jovens brasileiros parecem ser os mais ligados a seus pais, incluindo-os em suas listas de contatos (70%), listas de e-mails (79%) e em seus perfis em rede sociais (60%). Aqui, 74% dos adultos trocam mensagens instantâneas com membros da família pelo menos uma vez por semana, contra 43% na média dos 12 países pesquisados.
Os pais digitais brasileiros parecem participar mais ativamente da vida online de seus filhos, discutindo os sites que as crianças costumam visitar, dando dicas de finanças online, e falando de sexo. O Brasil é o país em que os pais sentem-se mais confortáveis ao discutir o assunto sexo com seus filhos (79%, contra a média geral de 41%).
Mas a principal questão que nos interessa aqui neste blog é que Brasil aparece entre os países em que tanto os pais quanto as crianças parecem acreditar na leitura online como substituta da leitura de um livro em papel, sendo a China o país com maior destaque (79% dos pais e 88% das crianças) nessa estatística. O que isso significa? Apesar dos jovens passarem uma média de 13 horas por semana dando voltas em sites de redes sociais - muito mais que os jovens de outros países - a leitura aqui parece ser parte integral do tempo passado online.
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comentado por Fabio Tagnin em março 17, 2009
Pesquisa divulgada nesta segunda-feira (16) aponta que os brasileiros continuam insatisfeitos com o ensino público e põem a culpa na falta de motivação dos professores devido ao baixo salário que recebem do Governo. Realizada pelo Ibope para a CNI (Confederação Nacional da Indústria), em parceria com o movimento Todos Pela Educação, a pesquisa revela ainda que apenas 9% dos entrevistados em todo o Brasil acreditam que os principais problemas da educação no País são a baixa qualidade do ensino e o fato de os alunos não estarem aprendendo. A falta de segurança e a presença de drogas nas escolas são apontados como segundo maior problema, por 17% dos entrevistados.
A reflexão a que nos leva a pesquisa versa sobre os investimentos feitos pelo Governo na Educação como um todo. Enquanto 5% dos entrevistados afirmam que a precariedade de equipamentos e condições gerais da escola contribuem para o baixo nível de aprendizagem, outros 4% apenas acreditam que a falta de computadores e a exclusão digital constituem o calcanhar de Aquilles do sistema educacional brasileiro. Ou seja, só colocar o computador na escola não é suficiente para melhorar a qualidade de ensino.
Em maior ou menor grau, todos os problemas listados nas respostas da pesquisa são relevantes. Todos têm influência direta ou indireta na qualidade do processo de ensino e aprendizagem. A falta de professores, apontada por 12% dos pesquisados, ou a falta de escolas (15%) são fatores óbvios. Professores desqualificados e despreparados (11%) também. Mas boa parte da população acredita que a educação no Brasil está melhorando, 47% em ritmo lento e 13% em ritmo acelerado. 23% acredita que está estagnada e 15% acham que está mesmo piorando - só no Sudeste, ou em capitais e periferias, essa porcentagem sobe acima de 20%.
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comentado por Adriana Machado em março 10, 2009
Em 8 de março comemoramos o dia internacional das mulheres e muitos, principalmente no Brasil, se perguntam por quê? Pode ser que vivamos uma realidade que valorize a diversidade e em que não pese tanto a discriminação, mas somos privilegiados se temos uma vida assim. Muitos ainda são os relatos de violência e desigualdade e grande o potencial de transformação social que tem a mulher.
Mas qual a ligação com educação digital? No mínimo porque cerca de 2/3 dos adultos analfabetos no mundo são mulheres, mas também porque as mulheres ainda representam apenas 30% dos formados em cursos de ciência e tecnologia e da força de trabalho em tecnologia de informação. Quando falamos em usuários de internet, o número sobe para 42% de mulheres, mas mesmo assim percebe-se a assimetria.
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