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Educação em Destaque no Fórum de Competitividade das Américas

comentado por Adriana Machado em setembro 5, 2008

Representantes de 30 países se reuniram em Atlanta, GA nos EUA de 17 a 19 de agosto para discutir 4 grandes temas considerados fundamentais para aumentar a competitividade da região: educação e capacitação de mão-de-obra, inovação, desenvolvimento de pequenas empresas e estratégias de cadeias produtivas globais. Realizado pelo Secretário de Comércio dos Estados Unidos, Carlos Gutierrez, este foi o segundo encontro do tipo e teve como destaque a questão da Educação, considerada o principal elemento de equalização das oportunidades.

Praticamente todos os palestrantes reconheceram de uma forma ou de outra que acesso a educação de qualidade é essencial para conferir competitividade aos países e à região. Buscou-se traçar um paralelo entre educação e negócios, discutir os benefícios de se promover parcerias público-privadas, destacar modelos de sucesso, mas principalmente chamar atenção para a questão da qualidade da educação, com um olhar especial para as necessidades do mundo atual, principalmente no sentido de desenvolver as habilidades do século XXI, que incluem pensamento crítico, resolução de problemas e trabalho colaborativo.

A Intel Corporation contribuiu com este debate com a participação de seu Vice-Presidente para Assuntos Corporativos, Will Swope. Swope destacou o compromisso da Intel com educação desde sua fundação há 40 anos e demonstrou como parcerias público-privadas podem produzir resultados concretos e replicáveis. Segundo ele, o papel do setor público deve ser o de determinar padrões e promover estratégias educacionais nacionais; o setor privado contribui com seu conhecimento das habilidades necessárias para se ter competitividade global; e o terceiro setor conhece a comunidade e tem experiência com a implementação de projetos. Desta forma, as parcerias público-privadas que combinem esses fatores podem ajudar a aumentar o acesso a educação de qualidade.

Uma conclusão importante do evento foi que o sucesso econômico de um país claramente depende de suas políticas em relação a educação e desenvolvimento profissional, ou seja, desenvolvimento de seus talentos. Uma recomendação a destacar: que os líderes de todos os setores continuem a buscar a melhor forma de incorporar este elemento crítico em sua estratégia de competitividade mais ampla.

Clique aqui para saber mais sobre o Fórum de Competitividade das Américas.


Comentários (2)
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Comentários

setembro 7, 2008  |  Cleidson Lima disse:

Confesso que a atual situação do ensino público (e também algumas escolas privadas) me preocupam quanto à sua eficiência. Tempos atrás fiz uma matéria com alunos de várias escolas municipais e estaduais de minha cidade. O resultado, na minha visão de estudante da época em que havia até Educação Moral e Cívica, foi catastrófico. A maioria não sabia sequer escrever uma frase lógica e sem erros de Português. Poucos conseguiram fazer uma multiplicação de dois número com dois dígitos cada. Geografia e História? Nem pensar! Embora cursando o ensino médio, alguns chegaram a mencionar Cristovão Colombo como descobridor do Brasil. Aberrações à parte, o que me trouxe uma pequena dose de esperança, no entanto, é que todos, sem exceção, sabiam muito bem lidar com praticamente tudo que envolvia tecnologia. Acessavam sites, trocavam e-mails, batiam papo no MSN, criavam blogs e tudo mais. Na teoria, coisas bem mais complicadas que uma simples tabuada. Isso demonstra que nossa geração está preparada para assimilar informações importantes, mas precisa de um novo meio de aprendizado. Acredito que a informática seja a solução e o resultado por vir até mais rápido. Resta aos professores (alguns da época da Educação Moral e Cívica)aprenderem o que seus alunos já sabem decor.

setembro 9, 2008  |  Flavio Xandó disse:

Os desafios do uso da informática na educação são muito amplos. Além de toda a parte política, que envolve um comprometimento real do governo com o assunto, e a parte econômica (investimentos necessários) para mim o grande desafio permanece o MESMO de outras áreas, o software. É sabido que há anos o hardware tem evoluído mais rapidamente que o software. Sejam os sistemas operacionais ou os aplicativos.

Para a educação vale o mesmo problema. Só entregar “máquinas” para as escolas não chega nem perto de resolver o problema. Onde eu acho mais valiosa a contribuição da informática na educação é ajudar as crianças a enxergar aquilo que seria praticamente impossível. Seja o interior do corpo humano como o espaço. Simulação de experimentos reais, devidamente modelados, são de valor inimaginável. Imagine permitir aos estudantes fazer uma viagem ao espaço para estudar o tema GRAVIDADE. Impossível certo? Porém um modelo físico no qual diversos corpos podem ser inseridos, distâncias, massas,velocidades e manipulados a vontade. O educando poderá com a experimentação “sentir” a lei da gravitação universal. Ao aprender a formulação matemática já saberá seu significado físico percebido no experimento prático “virtual”. Este é só um pequeno exemplo do que se pode almejar dos instrumentos de apoio pedagógico com auxílio da informática.

O problema é que embora existam estes softwares muitos são de uso restrito e não disponíveis livremente. Uma imensa biblioteca “livre” com estas ferramentas deveria ser criada para ser compartilhada entre todos as comunidades, escolas que necessitassem.

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