comentado por Fabio Tagnin em julho 18, 2008
Para qualquer um que tenha nascido nos últimos 18 anos, tecnologias como telefone celular, computador e tocador de MP3 fazem parte do seu dia-a-dia tanto quanto o transporte automotivo, a TV em cores e a geladeira eram parte integrante da vida cotidiana dos jovens dos anos 60 a 80. Nossos jovens não chegaram a conhecer um mundo sem vídeo games, e-mail e mensagens instantâneas. Não é preciso ir muito longe para afirmar o que diversos estudos confirmam: que os hábitos dos jovens de hoje são muito diferentes daqueles dos seus pais e professores. Eles vêm sendo chamados de “nativos digitais”, que aderem de maneira transparente e automática às tecnologias emergentes, enquanto os adultos são chamados de “migrantes digitais”, aqueles que precisam adaptar-se – não sem alguma dificuldade – às novas ferramentas e novas formas de fazer as coisas.
Os jovens estudantes de hoje vivem em um mundo em que a informação está amplamente disponível para quem quiser obtê-la, por meios eletrônicos diversos como a internet, o computador, o celular, a televisão a cabo e até outdoors eletrônicos. É um mundo sob demanda, onde o conhecimento e as habilidades podem ser adquiridos de várias formas e métodos. Nas escolas, cada vez mais as crianças compartilham com seus colegas e professores o que aprendem em casa, pelos jornais, revistas, televisão e internet. Mas dentro da escola o ambiente ainda é o mesmo de 30 anos atrás.
É exagero dizer que o formato atual da educação está ultrapassado. Os métodos, os meios e as disciplinas vêm sendo atualizados com o passar dos anos, e os professores têm mostrado vontade de aprender a usar as novas tecnologias. Projetores e transparências, lousas brancas, pontos eletrônicos, ar-condicionado, telefones sem fio, televisão, vídeo cassete e até CDs de música e DVDs são todas tecnologias novas que aprendemos e incorporamos dentro da escola. Mas o modelo de passagem de conhecimento permanece o mesmo.
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