comentado por Fabio Tagnin em maio 30, 2008
Em Araxá, o investimento e o reconhecimento dos professores são levados à risca. Prêmios, cursos e palestras extraclasses são realizados com freqüência. Há laboratórios de informática em todas as escolas, que ainda contam com serviços de atendimento psicológicos e fonoaudiólogos.
As professoras Sirley Cunha e Dagmar Reis, antes de receberem e adotarem os Classmate PCs nas salas de aula, dizem que a elaboração de histórico de qualidade no ensino foi fundamental para o sucesso da computação 1x1, assim como a participação das empresas parceiras na empreitada: Instituto Ayrton Senna, Microsoft e Intel.
No ano 2000, Araxá obteve uma ótima colocação no Concurso Nacional do Instituto Ayrton Seanna, que resultou na conquista de computadores, infra-estrutura e apoio técnico. Em 2001, durante o Faxinal do Céu, as escolas premiadas de Araxá puderam trocar experiências inovadoras na educação.
De 2002 a 2005, na cidade de Araxá, foram criadas as EADs – Experiência de Aprendizagem Colaborativa e Virtual, além de listas de discussões para professores trocarem experiências pedagógicas e colaborarem. Além disso, escolas de Araxá foram convidadas para o Congresso de Educação, estreitando o vínculo entre o Instituto e a Prefeitura Municipal. Também foi criado o grupo “Alimentando a Rede”, por meio do qual os alunos monitores auxiliavam os professores e alunos durante as aulas. Já entre 2006 e 2007, as escolas municipais participaram de projetos de pesquisa, com seus resultados mostrados de forma colaborativa em fóruns e blogs.
comentado por Fabio Tagnin em maio 30, 2008
Apesar da resistência inicial dos professores, o projeto piloto de Classmate PC na Escola Municipal Prof. Luiz de Carvalho, situada no município de Campo Limpo Paulista, teve empenho dos gestores, dos docentes, dos pais, dos alunos e de toda a comunidade ao redor.
Realizado nos últimos meses de 2007, como um projeto de curta duração, o Programa Florescer, como foi chamado, visava ser uma experiência inicial da cidade com a tecnologia antes de tomada uma decisão sobre a adoção dessa metodologia em mais escolas públicas. Uma avaliação com os professores mostrou que a maioria acreditava que a utilização da tecnologia na sala de aula seria benéfica, desde que houvesse apoio técnico para o desenvolvimento de sistemas de ensino de sucesso.
Na sala de aula, contou a Secretária de Educação, o professor teve apoio técnico integral, e o conjunto de iniciativas para desenvolver a dinâmica educacional – assessoria pedagógica, parceria com Klick Educação e adoção do Aluno monitor – contribuíram para os resultados positivos observados pelos professores e gestores da Escola.
comentado por Fabio Tagnin em maio 30, 2008
A filosofia do Instituto Lumiar é focada na educação democrática e o currículo é desenhado por competências, em forma de mosaico, formatada em projetos. Essa forma inovadora de educação foi apresentada pela Diretora Pedagógica do Instituto Lumiar, a Profa. Paloma França, que defendeu a construção do currículo pela vontade da criança, na forma de projetos. Para ela, a reforma na educação já estava feita e faltava a tecnologia para completar.
O Instituto, integrante do Programa Escolas Inovadoras, em parceria com a Microsoft, desenvolveu uma metodologia não-linear de aprendizagem, chamada de Mosaico Digital. Um dos projetos realizados com apoio de Classmate PCs, doados pela Intel especialmente para o projeto, foi batizado de Fundo do Baú. Entre agosto e novembro de 2007, explicou a Professora Inajá Dias, responsável pela introdução da tecnologia na aprendizagem do Instituto, as crianças foram envolvidas na produção de uma revista digital, desde a concepção até a arte final, passando pela definição do nome, das colunas e da apuração de matérias.
comentado por Fabio Tagnin em maio 30, 2008
Como uma das primeiras cidades digitais do país, Piraí e seu programa Piraí Digital receberam do Governo a indicação para testarem o Classmate PC na educação. Segundo a Profa. Maria Helena Cautiero, coordenadora do Piraí Digital, a cidade sempre se pautou pela qualidade de vida e na formatação de políticas públicas orientadas à educação. O projeto de computação 1x1 foi implementado no Ciep Rosa da Conceição Guedes, no distrito de Arrozal, em Piraí.
A cidade alinhou a vontade e decisão política à determinação do Governo Federal e do Ministério da Educação e Cultura, tendo parecer favorável do prefeito Tutuca.
Os primeiros passos do projeto 1x1 foram dados pela sensibilização de alunos, professores e gestores, da qual resultaram as primeiras reflexões: escola sentirá uma mudança na linguagem, mobilidade e acessibilidade. Como desafios e oportunidades, foram identificadas as esferas educacional, pedagógica, tecnológica e social.
Sobre o papel da gestão, o diretor da escola, Prof. Jocimar, afirmou que o projeto UCA foi uma dádiva, e a receptividade dos professores foi fundamental. Para ele, quando o corpo docente está aberto a novidades, as mudanças acontecem e a comunidade ganha. O PC é ferramenta de aprendizagem e de inclusão digital, um direito das crianças de todo o país.
comentado por Fabio Tagnin em maio 30, 2008
Na Fundação Bradesco, instituição particular de ensino, porém gratuita para as crianças e jovens da comunidade, 600 Classmate PCs chegaram aos alunos e as mudanças foram observadas logo no início do processo. Segundo a Profa. Tania Carvalho, enquanto professores e gestores discutiam sobre como seria o trabalho com os alunos, estes já estavam usando várias funcionalidades.
Em agosto de 2006, a Fundação havia preparado uma infra-estrutura de 45 laptops por sala, além de projetores, home theater, desktops e um notebook para cada professor. 33 professores, treinados pelo programa Intel® Educar, auxiliaram os gestores a reestruturar as velhas práticas frente à tecnologia na sala de aula, bem como a formação continuada aos professores, respeitando as características individuais e o tempo de inserção de cada um, bem como apoio técnico e pedagógico para as suas propostas e inovações. Segundo observou a Profa. Tania, os professores já têm contato com a tecnologia, mas precisariam entender como aplicar os recursos dos Classmates PCs em suas aulas.
A Fundação Bradesco já pôde observar os benefícios da tecnologia na educação. O aluno está mais motivado e há maior interação nas relações aluno-aluno e aluno-professor. Além disso, todos os estudantes passaram a ter voz, inclusive com uma conta de e-mail criada para cada um deles.
comentado por Fabio Tagnin em maio 30, 2008
A Profa Leila Ramos e a Profa. Lilian de Paiva apresentaram o processo de adoção do Classmate PC nas salas de aula do Colégio Dom Alano Marie Du Noday, de Palmas – TO. Tudo começou com a escolha da instituição pelo programa UCA do Governo Federal, em maio de 2007. Para tanto, precisaram realizar uma série de mudanças até o mês de setembro, para preparar o Colégio para receber os Classmates PCs, já que não tinham laboratório de informática e nem experiência com a tecnologia.
Com 919 alunos em 2007, divididos em 3 períodos, o modelo de um computador para cada três alunos foi adotado, o que se mostrou necessária a elaboração de uma logística eficiente para manter os laptops carregados.
Mas o principal desafio do Colégio Dom Alano foi o envolvimento de todo o ecossistema educacional. Foram mobilizados todos os atores e autores, como alunos, gestores, a secretaria da educação e as universidades. O primeiro contato dos alunos com o Classmate PC foi considerado muito rico pelas Professoras. A Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, que já possuía tradição os estudos da tecnologia na aprendizagem por meio da Profa. Beth Almeida, foi convidada para auxiliar o Colégio em cursos virtuais. As férias dos professores foram negociadas e o desafio foi aceito, pois a maioria dos professores queria viver a experiência da mudança.
Quando os laptops chegaram às mãos dos alunos, no dia 3 de setembro, foi notada uma diferença entre o tempo de adaptação dos alunos e dos professores, esses mais hesitantes que os seus pupilos. Por isso, a Profa. Leila recomendou maior atenção aos professores, respeitando as necessidades e o tempo de cada um.
comentado por Fabio Tagnin em maio 30, 2008
Educação e tecnologia. Quando essas duas palavras são associadas no Brasil, na maioria das vezes, nos deparamos com um vazio. Vazio este que, somado a uma barreira financeira, psicológica e social, impede o avanço dos educadores e alunos à sociedade do conhecimento, tornando fundamental a promoção das discussões e da troca de experiências bem-sucedidas.
Uma escada, construída com esforço e criatividade de instituições de ensino do Brasil, está sendo erguida sobre esta barreira, e a lacuna da tecnologia na aprendizagem vem sendo preenchida. Alguns desses degraus foram construídos por instituições de ensino, gestores, educadores e indústria de tecnologia durante o Primeiro Encontro Para Troca de Experiências Educacionais e Tecnológicas - Plataforma Classmate PC da Intel, realizado na cidade de São Paulo nos dias 13 e 14 de maio de 2008.
O conceito de laptop como ferramenta aplicada ao processo de aprendizagem, necessário como o caderno e o lápis, como anteviu o construtivista Seymour Papert em sua obra A Máquina das Crianças, de 1993, começou a vir à tona… e no Brasil, recentemente impulsionado pelo Programa Um Computador por Aluno, do Governo Federal, e pela iniciativa privada, liderada por empresas líderes em tecnologia, como a Intel, a prática desse conceito vem se consolidando dia-a-dia.
Nesses dois dias do Encontro, ao compartilharem suas experiências educacionais em computação 1:1, os participantes abordaram os desafios, as soluções criativas e os resultados que vêm conquistando, apoiados por parcerias com as iniciativas pública e privada, além do trabalho árduo de gestores e docentes.
As discussões, as palestras e as Oficinas Pedagógicas e Tecnológicas realizadas nesses dois dias do Encontro foram fundamentais para a imersão no universo da tecnologia no processo de aprendizagem. Chegamos a conclusões maduras, mas que exigem uma grande mobilização social e o repensar a educação como POLÍTICA PÚBLICA; reforçar o processo pedagógico com PLANEJAMENTO; preparar e engajar os PROFESSORES; rever o conceito de CURRÍCULO; e propor novas formas de AVALIAÇÃO.
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comentado por Fabio Tagnin em maio 20, 2008
Por Vinicius Fiori
Um trabalho integralmente dedicado à educação, referência nacional e internacional pela defesa da tecnologia na aprendizagem e um currículo de luta na defesa da melhoria da qualidade na educação. Com a propriedade intelectual de Top Educadora e com a alegria de quem vê um esforço de sessenta anos sendo recompensado, a Dra. Léa Fagundes, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, prestigiou o Primeiro Encontro para Trocas de Experiências Educacionais e Tecnológicas – Plataforma Classmate PC da Intel, e conversou conosco sobre sua experiência e suas expectativas em relação à computação 1:1.
Vinicius: Qual a sua observação sobre os frutos colhidos da tecnologia na educação, que presenciamos nas apresentações e debates deste Encontro, como resultado do que a Sra. acompanhou e batalhou por tantos anos?
Dra. Léa Fagundes: Eu conheci a Intel durante a visita de uma professora do Centro de Pesquisa em Educação que a empresa possuía nos Estados Unidos, há cerca de 4 anos. Ela me mostrou as pesquisas em educação e eu fiquei tão entusiasmada que perguntei qual o interesse da Intel em pesquisas, já que fabricava computadores. A Professora respondeu que a Intel precisava oferecer ferramentas para melhorar a maneira como seus associados trabalham e vivem. Neste ponto, as pesquisas eram essenciais para aperfeiçoar os recursos tecnológicos e torná-los mais avançados aos seus usuários. Fiquei tão interessada que inclusive convidei a secretária de educação para assistir as palestras da Intel. Mas após este momento, houve um vazio, pois a empresa começou a pesquisar apenas chips, e a contribuição em educação não aparecia. Agora está acontecendo o que eu buscava. Como sou psicóloga e trabalho há sessenta anos com educação, vivi muito com crianças com problemas de aprendizagem e dediquei minha vida a isso. Quando descobri a tecnologia, em 1980, naquela época pouco avançada ainda, eu integrava o desktop a redes de rádio amador para haver comunicação entre eles, pois precisavam se falar e ainda não tínhamos redes computacionais. A tecnologia tem um desenvolvimento muito acelerado, então o que surge, que poderia ser aplicado na educação, já é superado no próximo ano. É um fio de Ariadne. Como tudo é sistêmico, e com as facilidades da comunicação de hoje, as pesquisas se associam mais rapidamente e o conhecimento vai se multiplicando.
comentado por Fabio Tagnin em maio 16, 2008
Durante o segundo dia do Evento, foram organizadas três Oficinas, para discussão de (1) Modelos e Componentes de Arquitetura Tecnológica nas Escolas, (2) Transformação do Professor em Sala de Aula, e (3) Gestão da Escola Conectada. Mediadas, respectivamente, por Eduardo Campoy (Intel), Professor Fernando Almeida, e Professor Américo Bernardes, os principais pontos discutidos nas Oficinas foram depois formatados e apresentados à audiência do evento por um dos participantes, para depois serem comentados pelos mediadores. Veja aqui esses resultados.
comentado por Fabio Tagnin em maio 16, 2008
As fotos do Primeiro Encontro para Troca de Experiências Educacionais e Tecnológicas com a plataforma classmate PC baseada em processador Intel já estão disponíveis na web. A participação ativa de todos no evento foi fundamental para trazermos à tona a discussão dos caminhos da educação no Brasil, além de podermos analisar também algumas experiências em outros países. As fotos mostram um pouco dessa dinâmica no evento. Clique!
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comentado por Fabio Tagnin em maio 15, 2008
Nos dias 13 e 14 de maio de 2008 foi realizado em São Paulo o Primeiro Encontro para Troca de Experiências Educacionais e Tecnológicas com a plataforma classmate PC baseada em processador Intel. Com a participação de mais de 120 pessoas, entre educadores, coordenadores pedagógicos, diretores de escolas, professores, desenvolvedores, técnicos e pessoas ligadas à indústria de software e hardware educacionais, o evento teve como objetivo proporcionar um ambiente para troca de idéias e experiências entre os participantes, que puderam compartilhar as práticas de suas escolas com classmate PCs. Foram apresentadas propostas político-pedagógicas, parcerias público-privadas, metodologias, atividades realizadas dentro e fora de sala de aula, e também discutidos modelos de reforço de ações colaborativas, inovadoras e seu impacto nas salas de aula e na gestão das escolas. Neste blog estarão disponíveis, dentro de alguns dias, as palestras e fotos do evento. Se você participou, receba nosso sincero agradecimento e visite-nos aqui para acompanhar o desenvolvimento e próximos passos dessa empreitada. Se não participou, aproveite para acompanhar o que fizemos e construa conosco o futuro da educação digital no País.
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