Modelos Computacionais
comentado por Mauricio Ruiz em setembro 25, 2009
No mundo corporativo, além das compras de equipamentos e suas funcionalidades, um importante aspecto é a definição de um modelo computacional. O quem vem a ser isso? A definição de onde ficaram os dados da sua empresa e onde ocorrerá o processamento das informações, nos clients (desktops, notebooks, netbooks, etc) ou nos servidores. A escolha deste modelo é baseada em necessidades que as empresas tem, tais como: controle de custos, gerenciamento, segurança, continuidade dos negócios, etc. Este documento faz uma introdução aos modelos existentes e explica um pouco das suas diferenças. Os modelos computacionais, como mencionado anteriormente, são caracterizados pelo local onde ocorrerá o processamento das informações e onde serão armazenados o sistema operacional, as aplicações e os dados. Vamos usar o desenho abaixo como referência.
Na parte inferior esquerda, temos o modelo computacional caracterizado pela utilização de equipamentos de baixo poder de processamento conhecidos como Thin Clients. Neste modelo, o conjunto de sistema operacional, aplicações e dados fica sempre armazenada nos servidores. Além disso, todo o processamento ocorre no servidor. Como assim? O Thin Client serve basicamente para mostrar o resultado do processamento na tela e captar teclas e cliques de mouse. O usuário entra com informações no Thin Client e clica o mouse para algo aconteça (por exemplo, pedir um extrato de banco). Todas as informações são enviadas para o servidor que as processa e envia de volta para o cliente, que simplesmente os mostra as informações na tela. Muitas vezes, os equipamentos que ficam na posição do client são chamados de “terminais burros”, por não ter qualquer tipo de processamento. Este modelo é interessante porque estando todas as aplicações no servidor, o nível de segurança contra ataques de virus é maior. Além disso, é mais fácil para os administradores gerenciarem atualizações de imagens de PCs (sistema operacional e aplicações), pois as mesmas estão centralizadas. O lado que pode não ser tão interessante neste modelo está no fato de ser necessário a compra de um número grande de servidores e o potencial risco de engessar a evolução da infraestrutura de TI para suportar novas necessidades de negócios. Além disso, a experiência do usuário é um pouco prejudicada pois as aplicações estão rodando remotamente. Na parte superior direita, temos o modelo mais utilizado dentro das empresas. Neste caso, os computadores clientes possuem o sistema operacional, as aplicações e dados com eles. Eventualmente, as aplicações acessam dados que se encontram em um servidor, de maneira centralizada. Entretanto, a maioria das informações do usuário ficam no seu computador client, como um desktop e/ou notebook. Como estes computadores tem todo (ou a maioria) do processamento local, eles oferecem uma grande experiência para os usuários. Por isso eles são chamados de “Rich Clients”. O termo gerenciado que aparece no quadrante se refere aos PCs que possuem gerenciamento remoto. Com isso, a partir de um outro equipamento, funcionários de TI (ou empresas terceirizadas) podem acessar o PC e realizar tarefas como inventário, diagnóstico de problemas, atualização de aplicativos, etc. Se o PC possuir a tecnologia vPro da Intel, estas tarefas (e muitas outras) podem ser executadas mesmo que os PCs estejam desligados. O último modelo, que se encontra no canto superior esquerdo, apresenta a computação sendo realizada no Client e o Sistema Operacional, Aplicações e Dados sendo armazenados em servidores. A Intel batizou o conjunto de tecnologias que permitem o uso deste modelo de Dynamic Virtual Client. Neste modelo, quando o usuário liga o seu computador, o sistema operacional é enviado, pela rede para que a máquina ligue. O usuário recebe todos os seus ícones e programas, como se o sistema operacional estivesse instalado no seu equipamento. O mesmo irá ocorrer com as aplicações. Os ícones para as aplicações aparecem no PC mas elas não estão instaladas nele. Quando o usuário aciona uma aplicação, o comando é enviado para o servidor e a aplicação é enviada para o client para execução. Este modelo de envio da aplicação para o cliente é chamado de “Streamming”. Este modelo tenta misturar dos dois modelos anteriores, pois ele centraliza a gestão de imagens (Sistema Operacional, Aplicações), permite a experiência completa do usuário através da execução das aplicações no cliente e aumenta a segurança dos dados, que também estão centralizados. Dentro dos modelos acima, aparecem os equipamentos que se encaixam em cada um. O slide abaixo mostra os equipamentos que podem ser usados nestes modelos computacionais e chama a atenção para a necessidade ou não de conexão à rede. Este tema é muito importante porque cada vez mais o mundo é móvel e nem sempre temos uma rede disponível. Quando for escolher um modelo computacional, analise bem quais serão as necessidades de conectividade no médio e longo prazo. Num próximo blog estarei passando uma pequena explicação de cada tecnologia.


