comentado por Bruno Domingues em abril 25, 2009
Você já imaginou um mundo onde o administrador de uma rede corporativa possa instalar o sistema operacional de um desktop ou notebook remotamente, sem nenhuma intervenção do usuário mesmo que este se encontre desligado e sem nenhum sistema operacional instalado em seu disco rígido? Você já imaginou poder ligar/desligar/reiniciar a máquina remotamente, mesmo através de redes roteadas em localidades longínquas? Diagnosticar problemas de hardware, ligar o computador acompanhando a tela de inicialização (POST) e ainda manipular a BIOS de um computador remoto sem precisar sair da sua mesa (figura 1)? Essas são algumas características que um computador Intel© vPro™ disponibiliza. Quando você pega essas funcionalidades e as mistura com as funcionalidades de um software de gerencia, os benefícios são imediatos: imagina a distribuição de pacotes de correção de software podendo ser realizados a noite ou nos finais de semana sem se preocupar se máquina está ou não ligada, inventariar a máquina sem precisar que ela esteja com o sistema operacional rodando, em casos de proliferação de malware na rede, poder isolar uma máquina contaminada e ainda assim ter acesso a ela para aplicar vacinas e correções, entre muitas outras possibilidades… parece até mágica, mas é o que acontece quando se coloca inteligência no hardware, e esse hardware ou melhor, plataforma, inteligente se chama Intel© vPro™.
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comentado por Bruno Domingues em abril 1, 2009
Por algum tempo, num passado não muito distante, quando fazíamos planejamento de capacidade para máquinas x86 sempre nos preocupávamos principalmente com CPU e memória (estou deliberadamente generalizando!), e quando se falava em discos, no máximo era para dizer quanto espaço era necessário. Porém o tempo foi passando e as evoluções de desempenho dos processadores, seguindo a Lei de Moore, e a capacidade de memória bem como sua velocidade de acesso, superaram em muito a capacidade de IOPS (I/O por segundo) dos discos, que por mais de 10 anos, apesar de terem melhorado muito nas tecnologias de transferência de dados, não obteve o mesmo avanço em escrever e capturar o dado no disco, ficando limitado a faixa de 7.200rpm para os discos mais simples de desktops e pequenos servidores até 15.000rpm para servidores e storage high-end, o que na melhor das hipóteses nos confere desempenho igual a 160 IOPS (antes da controladora) e 180 IOPS (depois da controladora).
Bem, para que vocês tenham uma melhor noção do que isso representa no planejamento de capacidade para uma aplicação real, vamos tomar como exemplo o caso do servidor de caixas postais do Exchange Server 2003 da Microsoft, onde uma boa média de utilização por usuário seja de 1,2 IOPS, apesar de já ter visto casos de 2,2 IOPS, porém 1,2 IOPS é um excelente número para usuários intensivos de correios.
Analisando estritamente do ponto de vista de capacidade de I/O para o subsistema de discos, um disco comum de 10.000rpm (100/130 IOPS - antes e depois da controladora) seria capaz de atender até 108 usuários [130 IOPS/1,2 IOPS], e a conta inversa, de quantos discos são necessários para atender, digamos 5.000 usuários, seriam necessários portanto 47 discos [5.000 * 1.2 IOPS/130 IOPS], ou seja, nos dias de hoje precisamos mesmo usar um armazenamento externo… mas espere um pouco, e a respeito a tolerância a falhas destes dados? Vamos ver como fica…
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