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Competitividade e Produtividade nas Empresas: Adoção de notebook nas empresas

comentado por Cássio Tietê em maio 29, 2008

O Uso da tecnologia de computação móvel nas empresas, em especial de notebooks, vem crescedo significativamente nos últimos anos. O que anteriormente era uma ferramenta de trabalho nas mãos de alguns poucos privilegiados, como executivos e alguns profissionais que viajam muito, vem agora gradativamente ganhando espaço em diversos setores da empresa.

Os motivos; bem podemos citar várias razões, mas talvez as principais estejam ligadas à redução sistemática dos preços, equalização do desempenho em relação aos desktops e é claro, necessidade de flexibilidade e agilidade nos negócios, assim como, é claro, o reflexo positivo nas empresas das melhorias macro-econômicas do pais.

Entretanto, percebemos que embora os benefícios expressivos como veremos a seguir, temos ainda que o avanço do uso de notebooks no setor produtivo e bastante inferior ao observado no setor de consumo. O que se percebe é que ainda existem algumas questões que limitam a adoção massiva de notebooks nas empresas.

Ao se investigar o assunto e conversar com vários gestores de informática,CIOs e tomadores de decisão, podemos perceber que as principais barreiras de adoção giram em torno dos seguintes pontos:

  • Garantia da segurança física do Notebook e dos dados nele contidos;
  • Custos de manutenção e gerenciamento incluindo a infra-estrutura de rede necessária para garantir os benefícios da mobilidade;
  • Diferença de custos entre Desktops e Notebooks;
  • Implicações nas relações de trabalho.

Se observarmos ao longo dos últimos anos veremos que a indústria de tecnologia de informação e comunicação (TIC) e demais atores interessados, vêm investindo consideravelmente na redução dos entraves que possibilitem a adoção de mobilidade. Cada vez mais os preços dos notebooks vêm caindo em valores absolutos e também relativos se comparados aos desktops. Vemos hoje em dia soluções robustas de criptografia de dados, segurança contra acessos indevidos a dados e redes VPNs. No que se refere à segurança patrimonial, encontramos ofertas de seguros contra furto de notebooks começam a ser oferecidas. Plataformas como o Intel® Centrino® com tecnologia vPro™contribuem para a redução de custos de gerenciamento e aumento do período de disponibilidade de notebooks através de funcionalidades como Intel® Active Management Technology (Intel® AMT).

Benefícios:

Entretanto, do outro lado vemos cada vez mais tornar-se quase que intuitivo admitir que a adoção de notebooks traz ganhos de produtividade. A Dell conduziu um estudo (link abaixo) com 6 corporações americanas, que apurou um ganho médio de 7.7 horas de produtividade de colaboradores por semana. Já o instituto de Pesquisa Forrester através de um estudo pago pela Cisco e Intel concluiu que o retorno sobre o investimento numa solução completa de rede sem fio com adoção massiva de notebooks em empresas observadas foi de 98%, sendo que o investimento se pagou na media em 14 meses (pay-back). Os principais pontos medidos que influenciaram o estudo da Forrester foram:

  • Ganho de produtividade e colaboração da força de trabalho;
  • Redução de custos relativos a relocação de pessoas;
  • Melhoria nos custos de retenção de profissionais;
  • Redução de custos necessários para planejamento de desastres.

Os estudos mencionados acima não abordaram um assunto cada vez mais relevante nos dias de hoje, que é a economia de energia elétrica. Um Notebook com a tecnologia Intel® Centrino® consome aproximadamente 35% menos energia que um desktop com o processador Intel® Core(tm) 2 Duo, que por sua vez já consome 35 % menos energia que um Pentium Dual Core. Certamente, se projetarmos a economia ao longo de um ciclo de 36 meses teremos ganhos significativos no consumo de energia.

Outro fator relevante que pesa em favor da adoção de soluções de mobilidade em geral, é o seu potencial impacto ambiental relacionado a eliminação da necessidade de deslocamento de pessoas pelo simples fato destas estarem portando dispositivos móveis sem fio, como Notebooks. Muitas empresas permitem que seus colaboradores chaves possam trabalhar eventualmente desde suas casas, ou mesmo cumpram jornada de trabalho mais flexíveis. Conheço vários casos de pessoas que ganham mais de 1 hora de produtividade por dia ao utilizar seus notebooks desde casa antes de ir para a empresa, ou depois de retornar mais cedo, “driblando”, o trânsito mais pesado.

Resumindo, como podem perceber, existem muitos benefícios, mas também questões que têm que ser equacionadas. A velocidade de adoção dos notebooks na sua empresa vai depender, segundo o estudo da Forrester, de fatores como tamanho de sua empresa, estrutura de suporte, nível de crescimento da mobilidade, necessidade de colaboração na sua empresa e finalmente continuidade da convergência de soluções e custos de TIC.

Deixo vocês com os artigos aqui comentados para que possam tirar as suas próprias conclusões. Por favor enviem seus comentários. A idéia é que nos próximos posts possamos falar mais sobre os fatores acima.

Mande seus comentários.

Um grande abraço,

Cássio Tietê


Comentários (3)
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Comentários

junho 4, 2008  |  Flavio Salgado Moreira disse:

Cassio: Muito interessante sua matéria. Apesar de lenta adoção nas empresas os notebooks vieram, com certeza, para transformar e ficar. Esperamos mais…

junho 5, 2008  |  Evaldo disse:

Oi Cassio,

Parabéns pelo artigo.

Permita-me acrescentar alguns comentários e opiniões.

Os dispositivos móveis, sejam noteboobs, PDA ou Smartphones, na minha opinião deixaram de ser acessórios (fashion gadgets!?) dos altos executivos para se tornarem ferramentas de trabalho dos profissionais que precisam responder cada vez mais rapidamente às demandas dos seus clientes. Refiro-me aos profissionais de vendas, consultoria, marketing, engenharia, operações, suporte… Acho melhor parar a lista por aqui, já que nas modernas empresas, todos temos os nossos clientes a atender, sejam internos ou externos.

Estes dispositivos tornaram-se ferramentas de trabalho. Hoje, o anacronismo PC (criado, divulgado e amplamente conhecido como Personal Computer) assumiu nova identidade: Professional Computer.

Ainda e especificamente no Brasil temos aspectos que limitam a adoção destas ferramentas de trabalho. Justamente e por mais paradoxal que possa parecer, em função de leis trabalhistas absolutamente ultrapassadas. Conheço muitos casos onde os Professional Computers não são adotados pois possibilitam que um colaborador estenda infinitamente sua jornada de trabalho, o que por hipótese, pode render processos trabalhistas contra a própria empresa que os adotou.

Se fosse possível um paralelo, seria como limitar um agricultor ao acesso a máquinas agricolas com as quais ele certamente produziria mais, em jornadas maiores e com menor esforço físico.

A “ilógica” é a seguinte: mais horas trabalhadas, mais processos.

(Por isso vamos deixá-lo com a velha enxada na mão…)

A “lógica” é: mais horas trabalhadas, mais produtividade, mais retorno, melhor salário!

Apesar disso, sou positivo! A tecnologia sempre chega antes das leis e acaba por modificá-las.

Lembro-me do tempo em que era proibido se fazer um acesso dial-up no Brasil. A única forma legal de fazê-lo era contratar um serviço público de comunicação de dados. Tinha até nome: DDC (Discagem Direta ao Computador) !!

Forte abraço, Evaldo

junho 7, 2008  |  Gilberto Rodrigues disse:

Caro Cassio,

Concordo com seu ponto de vista. Gostaria de acrescentar minha visão de que ter um notebook no mundo corportativo ainda é encarado como um sinal de status. Esta visão, atrelada ao forte conservadorismo da maioria de nossas empresas no tratamento de situações de risco, faz com que o uso deste tipo de equipamento ainda esteja restrito a alguns “privilegiados” que podem desfrutar de seus beneficios. Seguramente a massificação que esta ocorrendo para pessoas fisicas irá, ao longo do tempo, contribuir para desmistificar o seu uso nas empresas.

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