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Palestra de Max Leite sobre revolução digital

comentado por Thiago Mobilon - Blogueiro Intel no Futurecom 2008 em fevereiro 16, 2008

Quarta feira, durante a manhã, aconteceu aqui no campus uma palestra do Max Leite, um expert com mais de 10 anos de Intel, e também meu atual companheiro de blog. Foram tantos os dados que eu fiz questão de marcar, que não sei ainda se um post será o suficiente para falar deles. Para começar o post, vou colocar alguns dados sobre o crescimento da Intel desde 1993, e a evolução da tecnologia:

  • Em 1993, a Intel possuía um valor de mercado de 77 bilhões de dólares. Em 2006, este valor já havia atingido a casa dos 230 bilhões.
  • Também em 1993, um processador possuía cerca de 10 milhões de transistores. Em 2006 esta quantidade já havia subido para a marca dos 1.7 bilhões. O detalhe é que este valor já está beeem defasado atualmente.
  • A Intel fabrica milhões de processadores por dia.
  • Menos de 5% da população mundial possui um computador.

A Intel possui grupos que trabalham, focando em como será a tecnologia daqui a 15 anos. Eles acreditam que a lei de Moore ainda será válida por pelo menos 20 anos, falando no processo de fabricação CMOS. Para o ano que vem, a novidade é a troca do processo de fabricação de 65nm para 45nm.

Ondas de rádio dentro do processador

A maioria dos sinais de ondas de rádio são analógicos. A intenção da Intel é levar essas ondas para dentro do processador, convertendo o sinal de analógico para digital. O chip seria capaz de sintonizar a faixa de 700MHZ a 700GHZ, e toda modulação seria feita via software. As vantagens desta tecnologia, seriam a diminuição no consumo de bateria, e é claro, suporte para várias tecnologias dentro de apenas um chip, entre elas: 3G, GPRS, Wi-Fi e WiMAX.

Aliás, o WiMAX é a grande aposta da Intel, como nova tecnologia de transferência de dados Out-Door. Ela está sendo desenvolvida e aprimorada, em parceria com várias outras grandes empresas do setor de tecnologia, justamente para se criar um padrão único. O custo da tecnologia, chega a ser até mais barato para as operadoras, em locais com menos assinantes, e isto é muito bom para projetos de inclusão digital. Vários notebooks devem chegar ao mercado nos próximos anos, com esta tecnologia dentro do processador.

Átomo Claytronics

Outra tecnologia que a Intel está participando do desenvolvimento é o Átomo Claytronics, também conhecido por catoms (abreviação de claytronic atoms). Trata-se de esferas minúsculas, formadas por um processador, memória, sensor, rádio e bateria. Essas esferas são revestidas com um anel magnético, permitindo que várias delas se juntem, para formar objetos em 3D.

Abaixo um vídeo demonstrativo da tecnologia:


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